O verdadeiro guerreiro jamais subestima o inimigo - PARTE 2 Publicado em 26/06/2010 às 18:39:53hs Por Rodrigo Galvão
Mesmo com a perda do título pernambucano que esteve tão próximo e acabou escapando entre os dedos, o que se viu no torcedor vermelho e branco foi um sentimento de crédito e confiança na equipe. O alvirrubro que esteve na Ilha do Retiro na decisão do Campeonato Pernambucano 2010 saiu de cabeça inchada pela perda do certame estadual, porém o torcedor do Náutico pôde constatar que o espírito de luta dos jogadores, antes inexistente, esteve mais do que presente. A grande preocupação dos alvirrubros era com o maior objetivo do ano: O CAMPEONATO BRASILERO DA SÉRIE B!
Alguns meses (ou seriam dias) antes da decisão do Pernambucano ninguém de sã consciência apostaria numa identificação do torcedor do Náutico com a sua equipe, tendo em vista um protesto feito pela torcida alvirrubra por conta dos maus resultados, e principalmente pela falta de comprometimento dos atletas para com o clube. A questão era simples: Se os salários estavam em dia porque não havia comprometimento? O tal protesto se configurou em algo jamais promovido por uma torcida do Estado. Os dias que antecederam o ato foram marcados por certa tensão por parte do Poder Público local e pela sociedade em geral, já que tratava-se de algo inédito. A questão da violência era o foco principal. Felizmente o protesto nada teve haver com violência. O recado foi dado por uma torcida que vinha sendo chamada (inclusive pela mídia local) de omissa, e a partir de então o espírito da equipe mudou! O título não veio por uma questão de “sorte” do adversário na primeira partida da decisão e por uma falha da arbitragem em não enxergar um pênalti em cima de Bala aos três minutos da grande final. Dá até pra perdoar o árbitro! Um campo de futebol é muito grande! É quase um latifúndio, sendo, portanto, desumano ter uma única pessoa como árbitro! Talvez se o campo de jogo fosse do tamanho de um apartamento (Quem sabe um Moura Dubbex!) ele enxergaria o tal pênalti e a taça estaria conosco! Contudo vamos mudar logo o rumo desta prosa que isso agora não vem ao caso!
Time de Guerreiros! Este foi slogan que o torcedor do Náutico carimbou na sua equipe! Como um time que fazia uma campanha pífia no estadual, que fora eliminado de forma vergonhosa na Copa do Brasil com uma goleada histórica para um rival regional, que levou a sua torcida a fazer um protesto jamais visto no Estado, conseguiu um apelido tão imponente? De fato com a chegada de Gallo o Náutico mudou! A identificação time, treinador, diretoria, aconteceu de forma surpreendetemente rápida com os resultados aparecendo, mesmo sendo mais por conta da vontade do que mesmo pela qualidade! Pronto! Bastou isso para o torcedor alvirrubro entender que o seu protesto fora assimilado pelo elenco e este mesmo torcedor resolveu fazer a sua parte: Chegou junto e apoiou! A partir de então se via muita luta e muita raça dentro de campo! E a técnica? Esta aí estava bem aquém do desejado. A raça, porém, supria a carência da qualidade técnica naquele campeonatozinho meia boca que disputávamos... Sendo assim, a “raça” por si só bastava! Surgia com isso o Espírito “Vermelho de Luta”, nascia o slogan “Time de Guerreiros”! Afinal, era nítido que o time sabia das suas limitações e ia buscar os resultados na base da vontade! Na base do “EU QUERO MAIS DO QUE VOCÊ!”. E foi com este pensamento que iniciamos a segundona. Ainda que sentidos pela perda do título estadual, contudo, confiantes na evolução da equipe e animados que com este espírito seria difícil não conquistarmos o nosso maior objetivo do ano: O retorno à primeira divisão! |
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