Reflexão de um conselheiro Publicado em 15/12/2009 às 22:08:16hs Por Jorge Barbosa
Tive a oportunidade de participar da reunião do conselho, realizada imediatamente após a queda para a segunda divisão e na dita reunião ouvi as muitas considerações feitas pelos diversos conselheiros que fizeram uso da palavra. Todos exaltaram o amor e a vontade de colaborar com nosso NÁUTICO e todos se mostram preocupados com assuntos que iam da forma de administrar o clube até a possível venda do patrimônio da instituição, o que já ocorreu em passado não muito distante. A contratação de grande número de jogadores, incluindo alguns que sequer chegaram a entrar em campo, os altos valores pagos a atletas que não justificavam seus salários pelo baixo desempenho apresentado, a aposta em treinadores sem expressão, os muitos empréstimos, inclusive pessoais, os altos custos financeiros oriundos de antecipações de recebíveis feitas em instituições ligadas a diretores, a falta de aproveitamento de atletas da base, a falta de comando para coibir atitudes irresponsáveis dentro de campo que prejudicaram o clube, foram lembrados como alguns dos muitos motivos que levaram nosso NÁUTICO de volta ao inferno da segunda divisão, mas que continuaram sem que fossem satisfatoriamente esclarecidos. Também ouvi alguns conselheiros defenderem a união das lideranças alegando que o fato de haver mais de um candidato a presidente divide as forças enfraquecendo a administração do candidato vencedor, do mesmo modo, ouvi outros a defender a legitimidade de que houvesse mais de um postulante a presidente, sob a alegação de que é democrático que aqueles que tenham propostas para dirigir o clube possam apresentá-las, mesmo que divergentes entre si, para que o conselho possa escolher, entre todas elas aquela que melhor se apresente. E verdade que a divisão pode enfraquecer a instituição, mas também e verdade que a união, quando escolhe equivocadamente o caminho a ser seguido, afasta muito rapidamente a instituição do objetivo a ser alcançado. Não tenho duvida que oposição responsável e comprometida seja salutar e instiga a boa administração a melhorar, porem, para que isso aconteça se faz necessário o desarme do palanque eleitoral, despir-se da vaidade e trabalhar para se atingir o verdadeiro objetivo, que e o engrandecimento do NÁUTICO. As respostas dos candidatos, quando perguntados, foram em algumas vezes evasivas, mas deixam claro a preocupacão com a área social, com a área de amadorismo e com a formação das divisões de base para servir ao futebol profissional, contudo, sem especificar ou quantificar valores ou percentuais destinados a estas áreas. Penso que cabe refletir sobre o que realmente somos ou queremos para nosso clube. Somos um clube social? Esportivo? Sócio esportivo ou um clube de futebol? Sabemos qual a área que mais consome nossos recursos? Sabemos qual área com maior capacidade de atrair recursos externos como patrocínios ou outras modalidades de receitas? E possível fazermos dois clubes distintos com receitas e despesas próprias e separadas para evitar que áreas superavitárias venham a suprir as deficitárias? O futebol independente das outras áreas poderia nos trazer o tão sonhado titulo BRASILEIRO e tornar nosso NÁUTICO respeitado no cenário nacional? Que benefícios poderia o NÁUTICO ter se o futebol fosse independente das outras áreas? Quais os problemas que teríamos nesta situação? Não tenho opinião formada a respeito do assunto e nem defendo a divisão em duas instituições, mas tenho convicção de que o conhecimento da real situação financeira da instituição, através da implantação de rígida estrutura administrativa que possa controlar todos os recebimento e pagamentos, atribuindo a estes, seus respectivos centros de receitas e de custos, separando por áreas e identificando a necessidade e a capacidade de gerar recursos de cada uma destas áreas, pode dar aos gestores e conselheiros subsídios para que estes decidam com boa margem de acerto o melhor caminho a seguir. Este é um assunto, que deve ser estudado com o cuidado necessário para que seu resultado possa apoiar as decisões do executivo servindo também de base para as reformas urgentes que nosso NÁUTICO tanto necessita.
Conselheiro do Clube Náutico Capibaribe, Jorge Barbosa. |
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