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Um dia após o empate no clássico dos clássicos o elenco timbu já retornou aos trabalhos e sob o comando do novo técnico da equipe, Alexandre Gallo. Juntamente com o novo treinador vieram também seu auxiliar técnico, Maurício Copertino, que está com Gallo desde sua passagem pelo Internacional-RS, e o preparador físico Elior Alves, que tem na bagagem passagem pelo futebol Europeu e trabalhou com Gallo no Atlético-MG em 1999 e 2000. O contrato com a nova comissão técnica segue até o final da Série B do Campeonato Brasileiro e o primeiro desafio será na próxima quarta-feira, contra o Ivinhema pela Copa do Brasil, no Mato Grosso do Sul.
O novo comandante foi apresentado oficialmente na manhã deste domingo quando comandou uma movimentação com o elenco timbu e posteriormente concedeu uma coletiva à imprensa.
O técnico chega dizendo que seu objetivo é conquistar títulos com o timbu, “Estou feliz em ter acertado com o Náutico. Quero conquistar títulos em todas as competições que disputarmos e para isso vamos trabalhar muito”, disse.
Sobre a sua avaliação do elenco timbu Galo disse que é necessário observar mais para tirar alguma conclusão, mas mostrou preocupação com o preparo físico do grupo, ”É um pouco precipitado fazer uma análise fria de tudo que vem acontecendo. Vamos ter uma reunião muito importante para traçar o perfil individual de cada atleta. O que a gente está sabendo é que existe uma disparidade física muito grande, maior do que a gente entende como ideal. A questão física, nesse momento, vai ser um grande desafio. Talvez o maior, porque nós estamos jogando direto, quarta e domingo”, disse.
Sobre a necessidade de reforços, Galo foi direto, “A gente vem conversando sobre isso com a diretoria e nunca, em nenhum time, você pode dizer que o grupo está fechado. Nem o Real Madrid tem o grupo fechado. E o Náutico, como um grande time do futebol brasileiro, tem que estar aberto à contratação de grandes atletas. A gente está pensando em algumas contratações específicas de jogadores que cheguem e joguem, pois como já falei, queremos conquistar títulos e para tanto precisamos de um elenco forte e qualificado", disse.
Quando perguntado se Luciano Henrique seria um bom nome, Gallo afirmou que ainda não deu nomes, mas que se trata de um grande jogador, “A gente ainda não conversou especificamente sobre nomes, mas Luciano é um grande jogador. Já tive a oportunidade de trabalhar com ele e sei que ele está em um momento de recuperação. Mas ainda vamos ter uma reunião para concluir a conversa que iniciamos e, só a partir daí, devo indicar alguns nomes”, disse.
Sobre a possibilidade de poupar atletas em alguns jogos, o novo comandante timbu disse que as vezes isso será necessário, “Olha, como é que você qualifica um time jogando quarta e domingo e precisando conseguir resultados? Isso passa por você ter que, às vezes, abrir mão da força máxima. Não adianta continuar do jeito que está, não parar e chegar muito próximo da decisão do campeonato à meia-boca. Nós precisamos realmente qualificar a equipe para, no quadrangular final, estar em ascendência, chegar em condição de brigar pelo título”, explicou . Sobre a parada no brasileirão por conta da Copa do Mundo, Gallo espera que o time entre acelerado na série B, para conseguir uma boa margem antes da parada para o mundial, “Este é um ano atípico. Em ano de Copa do Mundo a gente tem um entendimento que é preciso entrar muito acelerados no Campeonato Brasileiro porque depois da Copa todos os times vão ter tido tempo para contratar, para fazer uma pré-temporada, então todas as equipes vão estar mais qualificadas. Quem chegar até a Copa do Mundo à frente, fatalmente vai ter uma vantagem no segundo turno.”disse.
Como nãopoderia deixar de ser, a imprensa marrom fez questão de perguntar sobre sua conturbada saída do sport-PE em 2007, fato que foi muito bem explicado e inclusive exemplificado pelo treinador, “Olha, juro que não entendo a razão de tanta polêmica. É esta é uma coisa que me deixa muito chateado porque eu fui extremamente honesto e profissional com o sport. Eu não abandonei, eu não peguei as minhas coisas em casa e fui embora, eu paguei a minha rescisão de contrato, acho que na época o valor foi R$ 250 mil. Quando apareceu a proposta do Inter, eu conversei com a diretoria do sport, acho que com o Homero Lacerda, que era o vice-presidente de futebol e até pedi a opinião dele e ele disse que eu tinha que ir mesmo. São coisas que acontecem toda semana no futebol mundial e eu não vejo tanta polêmica em outros casos. São opções que o clube tem o direito de fazer e que o profissional também tem. Eu cito vários exemplos que ocorreram esta semana aqui mesmo no Brasil e que não geraram a repercussão que gerou na minha saída do sport. Desta forma eu só tirou uma conclusão, que meu trabalho foi bem feito e por isso da mágoa por eu ter ido embora.” disse o treinador, que citou diversos exemplo similares ao que ocorreu com ele.
Sobre a possibilidade dele deixar o Náutico no meio da competição, Gallo foi enfático, “Não existe a possibilidade de sair do Náutico para nenhum clube do Brasil. Pode aparecer um clube do exterior com uma quantia vultuosa e até acontecer, porque não tem como concorrer com o euro e o dólar, mas no Brasil não. Eu chego no Náutico pensando em ficar até o final do meu contrato. Eu vim para conquistar o Campeonato Pernambucano e o acesso à Série A.”, finalizou o novo comandante timbu.
O preparador físico Elior também respondeu algumas perguntas dos jornalistas e explicou que pretende fazer um mapeamento de todos os atletas timbus para traçar seu trabalho, "É um trabalho longo, mas vamos fazer um estudo de cada jogador do Náutico, como também um diagnóstico de cada setor do clube referente ao futebol", disse.
Já o auxiliar Maurício disse que está confiante no trabalho que será realizado, “Estudei, me preparei para exercer esta função e hoje estamos juntos. Estou aqui para auxiliar o Gallo da melhor maneira possível, e nossa confiança é total”, disse.
Já o clima entre os jogadores é de confiança., "Ficamos felizes pelo nosso rendimento no clássico. Foi um resultado digno de vitória, sim. Porque o grupo mostrou que é forte. Quem entrou em campo foi lá e deu conta do recado. E na minha opinião este jogo vai ser um ponto de referência para nós. Não podemos mais apresentar um futebol abaixo do que mostramos", disse o meia Hélton.
Mais comedido, o volante Derley concordou com o meia timbu, "Diante da circunstância do jogo, podemos considerar, sim, como uma vitória", disse. Outro ponto que ficou claro nas declarações de alguns jogadores, era que a animação deles também tinha influência com a chegada de um novo comandante, como deixou nas entrelinhas o próprio Derley, ao falar da chagada de Gallo. "Gallo é um cara que veio pra vencer. Passou um sentimento de autoconfiança muito grande para todos. É o que a gente estava precisando: um treinador firme, de pulso forte, vitorioso, campeão como treinador e jogador. Então a alegria voltou e a partir de agora o ambiente será outro", disse Derley, que recebeu o terceiro cartão amarelo no clássico e está suspenso para o jogo contra o Vera Cruz-PE, no próximo domingo, nos Aflitos.
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